sábado, 21 de fevereiro de 2015
Adeus
Não te exigia grandes coisas, apenas a decência de dizer: olha, acabou. Tu não sabes, mas durante este tempo foste muitas vezes a única coisa que me fazia rir no dia. Depois de tantas decepções, depois de perder alguém de que não estava à espera e de passar um Natal sem vontade, tu foste o meu abrigo. Contei-te coisas que não contei a quase ninguém, foste entrando devagarinho, a fazer parte de cada dia, como quem ia conquistando mais um bocadinho do meu ser... E conseguiste. Mesmo sem te ter presencialmente, já eras muito no meu dia. Tanto que eu exigi, talvez demais. Exigi quando passei um dos piores meses da minha vida, onde nada parecia bater certo. Nunca me senti tão perdida na vida como nessa altura. E agora foste. Foste sem data de regresso e sem um adeus dizer. Acho que me devias ao menos isso, mesmo que não tenha sido nada para ti.
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