segunda-feira, 2 de setembro de 2013

you could be my luck


E depois de um tempo eu entendi que não o esqueci. Que fora apenas uma ilusão que criei para mim mesma. Pois como posso tê-lo esquecido se de cada vez que o encontro o coração bate com a mesma frequência de antes e as pernas e a voz tremem? Se os meus olhos continuam a procurá-lo todas as tardes na mesma praia entre dezenas de pessoas? Se quando o vi magoado os nervos apoderaram-se de mim de uma forma incontrolável, como se fosse uma parte do meu ser que estivesse ali estendido... Não, eu não o esqueci... E parte de mim ainda espera que ele seja a minha sorte.

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