Passo os dias a pensar naquilo que seríamos, numa realidade paralela. Os passeios que daríamos, as paisagens que veríamos, os locais que conheceríamos e as viagens que faríamos. Tudo isso parece pertencer a um tempo longínquo, um espaço que não co-existe com a realidade. A verdade é que tenho saudades tuas, saudades de te ver, de falar contigo, ainda que de assuntos tendo pouco ou nada a ver connosco. Cada vez que volto a casa, espero encontrar-te num qualquer café. E depois algo me diz para avançar, para tentar dizer-te isto, mas a outra metade pede para não investir porque se tu quisesses já terias falado comigo. Se quisesses falar, falarias. E o que é que eu faço? Deito-me a pensar em ti, acordo contigo no pensamento. O que é que faço, diz-me? Eu não sei o que fazer... Fico assim para sempre? À espera que os sinais que deste se revelem verdadeiros e um dia tenhas a coragem de ser feliz comigo? Porque parece que já está destinado ainda antes de ser. Logo quando te conheci, foi diferente. Eu preciso mesmo de ti, F.

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