domingo, 21 de outubro de 2012
Mais um ano se passou... Estou quase a entrar no vinte e não sei se hei-de chorar ou rir. Os vinte... Nem acredito que vou ter vinte anos. Tenho medo, quero que o tempo volte para trás e quero ser outra vez uma adolescente parva com jantares todos os fins-de-semana cheios de gente e regados a alcool, quero festas até às tantas, as primeiras saídas, os passeios à noite até casa, o primeiro cigarro, os primeiros segredos, os primeiros amigos de verdade. A descoberta da noite, as figuras ridículas na rua, as frases sem sentido, os anos de liceu, os intervalos, as festas do liceu, as festas nas noites de verão, os bailes do liceu... Ai os bailes! Quero ter 16 novamente, 17, 18... menos 20! Quero poder fazer coisas ridículas outra vez sem me importar com os outros, quero ter mais liberdade. Sim, nessa idade era livre e nem o sabia... Não tinha que obedecer às expectativas, minhas e dos outros... Agora, e a cada ano que passa, a responsabilidade é cada vez maior. A carta de condução, cumprir regras, olhar por mim mesma, fazer o jantar/almoço/lanche. E pensar que naquela idade mal podia esperar para chegar aqui. E para quê? Por que ansiamos sempre por algo que não somos ou por algo que não possuímos?
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