Cada vez que te vejo com ela o meu coração morre um bocadinho. Parece que pára e vai batendo, devagar, devagarinho como se quisesse deixar de trabalhar, deixar de existir. E depois olho para mim, para tudo o que me rodeia, para a minha vida e apercebo-me que não a vivi tão bem por tua causa. Por esperar que algum dia haverias de voltar, de gostar outra vez. Olho para ti e ainda vejo aquele miúdo de há 5 anos atrás, a verdade é que tu já não és esse miúdo. E eu também já não sou aquela miúda, ingénua, incrédula, por num dia alguém como tu a ter visto de uma forma que nunca ninguém viu. Olho e apercebo-me que os meus últimos anos giraram à tua volta. O que fazias, o que não fazias, o que dizias e o que não dizias... Como me tratavas e como eu era uma parva que fingia não se lembrar o que tinha acontecido e te falava sempre com o maior dos sorrisos. Mas confesso, estou cansada. Estou cansada deste amor que parece que me absorve de tudo, que parece não haver igual. Mas há, convenço-me. Há amores iguais, há amores melhores... E por vezes chego a casa e apetece-me contar o meu dia para alguém, para um alguém que se interesse, para um alguém que goste... E esse alguém não existe. Esse pobre coitado não teve nem a oportunidade de aparecer e de ser porque a oportunidade era só tua e tu...desprezaste-a.

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